Esta semana o tema mais falado nas aulas de Tecnologias educativas foi o e-Learning. Isto porque esta foi a semana em que houve uma conferência em Lisboa nos dias 15 e 16 de Outubro sobre a importância do mesmo. Como tal, decidi falar um pouco sobre o significado da palavra e também sobre em que consistiu esta conferência.
e-Learning - O termo e-Learning é fruto de uma combinação ocorrida entre o ensino com auxílio da tecnologia e a educação à distância. Ambas modalidades convergiram para a educação on-line e para o treinamento baseado em Web, que ao final resultou no e-Learning.
A sua chegada adicionou novos significados para o treinamento e fez explodir as possibilidades para difusão do conhecimento e da informação para os estudantes e, num compasso acelerado, abriu um novo mundo para a distribuição e a partilha de conhecimento, tornando-se também uma forma de democratizar o saber para as camadas da população com acesso às novas tecnologias, propiciando a estas que o conhecimento esteja disponível a qualquer tempo e hora e em qualquer lugar.
A fim de apoiar o processo, foram desenvolvidos os LMS’s (Learning Management System), sistemas de gestão de ensino e aprendizagem na web. Softwares projectados para actuarem como salas de aula virtuais, gerando várias possibilidades de interacções entre os seus participantes. Com o desenvolvimento da tecnologia na web, os processos de interacção em tempo real passaram a ser uma realidade, permitindo com que o aluno tenha contacto com o conhecimento, com o professor e com outros alunos, por meio de uma sala de aula virtual.
A interactividade disponibilizada pelas redes de Internet, intranet, e pelos ambientes de gestão, onde se situa o e-learning, segundo a corrente sócio-interaccionista, passa a ser encarada como um meio de comunicação entre aprendizes, orientadores e estes com o meio. Partindo dessa premissa, é capaz de proporcionar interacção nos seguintes níveis:
- Aprendiz/Orientador;
- Aprendiz/Conteúdo;
- Aprendiz/Aprendiz;
- Aprendiz/Ambiente.
Na conferência desta semana foram abordados três temas gerais, tendo cada um uma variedade de aspectos. Estes temas foram : Tema 1 - Coesão Digital e Social; Tema 2 - Requalificação na Sociedade do Conhecimento;e, Tema 3 - O Valor do E-Learning.
No Tema 1, os aspectos que foram abordados consistem nos seguintes:
- Território, sustentabilidade e tecnologia - em que se pretende generalizar os acessos às tecnologias e uma cobertura total e de alto débito permitindo a todos os actores do território a possibilidade de aceder a essas tecnologias;
- Governo electrónico inclusivo - é importante referir que hoje em dia a utilização desta tecnologia por parte do poder público é enorme e, como tal, é assim necessário saber aquilo que a população procura com maior frequência e o que consideram de maior importância para uma melhor compreensão dos governos para com os cidadãos;
- A nova literacia digital - visto que esta geração tecnológica tende cada vez mais a globalizar-se é necessário que se assegure o domínio do alfabeto digital. Assim, surge o problema de se enquadrar a importância das competências da era digital para assegurar a construção de uma sociedade inclusiva;
- Necessidades dos activos seniores e dos idosos - como referi no ponto anterior, sendo que a Internet tende a globalizar-se, esta não acontece apenas para as camadas jovens, mas também deveria acontecer para os idosos pois estes devem manter-se activos e predispostos a aprender como forma de realização pessoal e de preservar a sua saúde. O mesmo acontece para os activos séniores que se devem integrar nesta de forma a continuarem a responder as necessidades que o seu trabalho exige;
- O desafio da próxima geração - neste item o que se pretendeu focar essencialmente foi a necessidade de as camadas jovens desde cedo se integrarem nesta tecnologia de forma a conseguirem confrontar os problemas que adquirem ao terminar a escola, visto que hoje cada vez mais tarde os jovens entram no mercado de trabalho e se vêm confrontados com este muito instável.
- Acessibilidade e usabilidade - Preocupações com a forma de acesso e com a ergonomia dos sistemas, segundo modelos heurísticos.
No Tema 2 os aspectos que foram abordados consistem nos seguintes:
- Requalificação na Sociedade do Conhecimento - necessidade de obrigar não só a que os profissionais da aprendizagem adquiram e actualizem as suas competências que lhes permitam assegurar o desenvolvimento de experiências de aprendizagem de qualidade mas também os lideres. Todos os actores envolvidos neste processo de permanente requalificação necessitam de rever o seu perfil de competências;
- Motivar para aprender - se não existir motivação a aprendizagem não acontecerá. Quer se trate de crianças, jovens ou adultos, a diversidade de solicitações é grande e cada individuo é um caso levando a que cada um tenha de receber diferentes atenções de outros;
- Aprendizagem informal - esta aprendizagem é importante em todas as fases da vida e, como tal, é bom que as infra-estruturas tecnológicas, sociais e de software possam contribuir para este contínuo aprender.
- A aprendizagem orientada para o desempenho - enquadra a problemática da aprendizagem centrada nas necessidades específicas do negócio, aumentando a visibilidade e a importância estratégica dos sistemas que suportam a aprendizagem na organização;
- Formação de e-Tutores e Formadores - este maior utilização implica que os actores envolvidos na área da educação e formação tenham as competências necessárias para ensinar;
- Comunidades de prática e de aprendizagem - poderão desenvolver-se e criar espaços de construção de conhecimento se encontrarem ambientes favoráveis, não só no domínio da rede social de suporte, mas também pela utilização de tecnologias simples, ergonómicas e de baixo custo;
- ePortfolio - o ePortfolio surge como um instrumento que contribui para melhorar os desempenhos dos seus utilizadores.
No Tema 3 os aspectos que foram abordados consistem nos seguintes:
- O Valor do e-Learning - as tecnologias de informação assumem um papel único no suporte ao desenvolvimento do principal activo das organizações – as pessoas;
- Tecnologias para a partilha de conhecimento e aprendizagem - a evolução e a convergência tecnológicas, especialmente o desenvolvimento da Banda Larga, estão a fazer eclodir novos serviços, novas plataformas, novas tecnologias e novas formas de as utilizar para fins educativos;
- Qualidade no eLearning - O processo deve centrar-se nas pessoas, suportado por tecnologia inovadora, e focado na sua eficácia e exequibilidade rumo ao crescimento sustentado das designadas Learning Organizations. A aposta em soluções de qualidade revela-se fundamental para garantir a eficácia do eLearning em contexto organizacional;
- Open standards e interoperabilidade - a evolução tecnológica em cenários distribuídos e abertos tem permitido uma aposta crescente em soluções “open source” para ambientes de eLearning surgindo novas aplicações no sistema com funcionalidades avançadas provocando que tendem a aproveitar características de interoperabilidade entre arquitecturas e serviços telemáticos;
- Assessment e avaliação do eLearning - Embora a sua aplicação se encontre ainda numa fase incipiente a nível nacional e europeu, tudo indica que o futuro exigirá a adopção de metodologias de assessment individuais e em grupo, suportadas por ePortfolios e pela avaliação da formação e da sua eficácia;
- Instructional design - preocupação com a análise das necessidades e objectivos da aprendizagem e do desenvolvimento sistemático da instrução de modo a assegurar a qualidade da aquisição de conhecimento;
- Como atingir a excelência no eLearning? - A identificação dos resultados do eLearning e a sua medição e a sua posterior análise comparativa com outros projectos em organizações do mesmo sector é fundamental para monitorizar o funcionamento destes dispositivos.
Lamento não ter podido participar nesta conferencia mas vi algumas das apresentações pela Internet e pareceu-me ter sido bastante interessante. Fica aqui a minha opinião e aquilo que foi tratado (por alto) nesta conferencia sobre o e-Learning.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Reflexão crítica do 2º Capítulo
No segundo capítulo do livro "Família em Rede" o autor começa por referir as diferenças entre as pessoas que louvam os meios tecnológicos e aqueles que a criticam colocando em causa os terríveis problemas que esta poderá trazer. Porém, o autor não toma nenhum partido destas duas teorias e trata este capítulo em torno da forma como esta pode ser útil na aprendizagem dos mais jovens. Assim, refere que os computadores podem trazer novas ideias as pessoas, e por vezes ajuda-las a compreender algo que até hoje não eram capazes de entender. Para isso torna-se cada vez mais importante o uso dos computadores como integrante no processo de aprendizagens nas escolas, pois cada vez mais é necessária a compreensão desta máquina para uma boa integração na sociedade. Digamos que o autor tem razão quando diz que o currículo que se aplica hoje em dia é um currículo que tem existido desde os tempos da pré-tecnologia, logo, sendo que hoje temos a possibilidade de usar esses meios porque não aplicá-los como auxiliares da educação?
Porém não basta apenas saber mexer nos computadores ou ter conhecimento nessa área, é necessário que se tenha fluência. Isto quer dizer que é apenas com prática e com força de vontade para trabalhar com a mesma e explorá-la a seu próprio gosto que se consegue ter mais ou menos experiência nesta tecnologia. Conhecer bem todos os programas e termos conhecimento sobre todas as formas de organização e funcionamento do sistema não basta, é necessário saber enfrentar e explorar os novos problemas e obstáculos que aparecem ao seu funcionamento.
Penso que tenho de concordar com o que o autor refere neste capitulo. É necessário o conhecimento do manuseamento desta tecnologia porém não será tão obrigatório ter o total conhecimento da mesma. Digamos que hoje em dia é importante saber-se mexer num computador não só para próprio uso mas também para referência num emprego pois quase todos os empregos se baseiam no uso das tecnologias e quem tem mais fluência na mesma é quem tem mais poder sobre elas.
Porém não basta apenas saber mexer nos computadores ou ter conhecimento nessa área, é necessário que se tenha fluência. Isto quer dizer que é apenas com prática e com força de vontade para trabalhar com a mesma e explorá-la a seu próprio gosto que se consegue ter mais ou menos experiência nesta tecnologia. Conhecer bem todos os programas e termos conhecimento sobre todas as formas de organização e funcionamento do sistema não basta, é necessário saber enfrentar e explorar os novos problemas e obstáculos que aparecem ao seu funcionamento.
Penso que tenho de concordar com o que o autor refere neste capitulo. É necessário o conhecimento do manuseamento desta tecnologia porém não será tão obrigatório ter o total conhecimento da mesma. Digamos que hoje em dia é importante saber-se mexer num computador não só para próprio uso mas também para referência num emprego pois quase todos os empregos se baseiam no uso das tecnologias e quem tem mais fluência na mesma é quem tem mais poder sobre elas.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Reflexão Critica do 1º Capitulo do Livro
No primeiro capitulo o autor trata a forma como as tecnologias, principalmente a internet, têm vindo a ser uma nova forma de distracção e de aquisição de informação com uma maior facilidade. Esta nova tecnologia tem vindo a ser muito utilizada pelas crianças que facilmente a descobrem e exploram. Na verdade parece que eles já nascem ensinados pois conseguem fazer com que muitos adultos se sintam entimidados perante tanta destreza. Os computadores ao serem o meio mais utilizados por esta nova geração deixa de parte as gerações mais velhas que por vezes se sente incapacitado para as utilizar. Porém, esta nem sempre se dá ao esforço de aprender um pouco mais sobre a mesma de forma a utilizá-la com maior regularidade pois hoje é sempre importante ter alguns conhecimentos nesta área.
O que o autor receia é que esta obsessão que as crianças têm pelas tecnologias pode afectar a sua aprendizagem interpessoal. Muitas delas preferem passar o seu tempo em frente à televisão a ver bonecos do que brincar com outras crianças. E o mesmo acontece às aprendizagens propriamente ditas, em que muitas vezes aprendem a fazer as coisas sozinhos sem o apoio de outros. O exemplo que o autor dá é o de eles colocarem um video e o visualizarem sem qualquer problema, ou mesmo programar um programa na televisão, etc. Até que ponto é que as relações interpessoais poderam ser afectadas por esta vaga de tecnologias?
O autor ainda refere um aspecto que para mim me pareceu muito verdadeiro, que é o facto desta tecnologia ter vindo a afastar cada vez mais os membros da familia. Penso que hoje em dia as pessoas passam muito tempo em frente aos computadores comunicando com outros através deles em vez de sairem um pouco e socializarem verdadeiramente com pessoas mais proximas. O problema é quando há algum membro dessa mesma familia que não sabe como se usa essa ferramenta e fica um bocado excluido por não poder partilhar do mesmo. Penso que é um factor a ter em conta dado que isto pode afectar o relacionamento e a comunicação entre as familias fazendo com que a mesma se possa vir a desmorenar. E mais uma vez, até que ponto é que as tecnologias nao afectaram a relação entre familias, dado que esta é algo que maioritariamente ocupa o tempo individual de cada um?
O que o autor receia é que esta obsessão que as crianças têm pelas tecnologias pode afectar a sua aprendizagem interpessoal. Muitas delas preferem passar o seu tempo em frente à televisão a ver bonecos do que brincar com outras crianças. E o mesmo acontece às aprendizagens propriamente ditas, em que muitas vezes aprendem a fazer as coisas sozinhos sem o apoio de outros. O exemplo que o autor dá é o de eles colocarem um video e o visualizarem sem qualquer problema, ou mesmo programar um programa na televisão, etc. Até que ponto é que as relações interpessoais poderam ser afectadas por esta vaga de tecnologias?
O autor ainda refere um aspecto que para mim me pareceu muito verdadeiro, que é o facto desta tecnologia ter vindo a afastar cada vez mais os membros da familia. Penso que hoje em dia as pessoas passam muito tempo em frente aos computadores comunicando com outros através deles em vez de sairem um pouco e socializarem verdadeiramente com pessoas mais proximas. O problema é quando há algum membro dessa mesma familia que não sabe como se usa essa ferramenta e fica um bocado excluido por não poder partilhar do mesmo. Penso que é um factor a ter em conta dado que isto pode afectar o relacionamento e a comunicação entre as familias fazendo com que a mesma se possa vir a desmorenar. E mais uma vez, até que ponto é que as tecnologias nao afectaram a relação entre familias, dado que esta é algo que maioritariamente ocupa o tempo individual de cada um?
Novo ano
Como dá para ver este é o meu primeiro post deste ano. Digo deste ano porque este blog foi criado para a disciplina de Tecnologias Educativas II do curso de Ciências da Educação, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação. Como tal o objectivo deste blog é o de apresentar um resumo do que fazemos nas aulas durante a semana, e o mais importante colocar uma reflexão critica sobre o livro "Família em Rede" de Seymor Papert.
Visto que não coloquei nenhum post com a informação referente a cada uma das semanas que já passaram (4) vou fazer um breve resumo do que já foi falado e do que iremos fazer ao longo do ano.
O principal objectivo e através do qual seremos avaliados, será um trabalho de grupo em que escolhemos uma ferramenta da Internet que de algum modo possa ser utilizado como apoio educativo. Sendo o meu grupo contituido por 4 elementos (Isaura, Alexandra, Francisco e como é obvio eu!)o nosso tema são os Weblogs. Vou colocar uma breve definição de weblogs.
WEBLOGS : Um weblog, blog ou blogue é uma página da Web cujas actualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo género de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.
O weblog conta com algumas ferramentas para classificar informações técnicas a seu respeito, todas elas são disponibilizadas na Internet por servidores e/ou usuários comuns. As ferramentas abrangem: registro de informações relativas a um site ou domínio da Internet quanto ao número de acessos, páginas visitadas, tempo gasto, de qual site ou página o visitante veio, para onde vai do site ou página actual e uma série de outras informações.
Os sistemas de criação e edição de blogs são muito atractivos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los.
A partir de agora espero começar a colocar posts com mais frequência.
Até ao próximo!
Visto que não coloquei nenhum post com a informação referente a cada uma das semanas que já passaram (4) vou fazer um breve resumo do que já foi falado e do que iremos fazer ao longo do ano.
O principal objectivo e através do qual seremos avaliados, será um trabalho de grupo em que escolhemos uma ferramenta da Internet que de algum modo possa ser utilizado como apoio educativo. Sendo o meu grupo contituido por 4 elementos (Isaura, Alexandra, Francisco e como é obvio eu!)o nosso tema são os Weblogs. Vou colocar uma breve definição de weblogs.
WEBLOGS : Um weblog, blog ou blogue é uma página da Web cujas actualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo género de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.
O weblog conta com algumas ferramentas para classificar informações técnicas a seu respeito, todas elas são disponibilizadas na Internet por servidores e/ou usuários comuns. As ferramentas abrangem: registro de informações relativas a um site ou domínio da Internet quanto ao número de acessos, páginas visitadas, tempo gasto, de qual site ou página o visitante veio, para onde vai do site ou página actual e uma série de outras informações.
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A partir de agora espero começar a colocar posts com mais frequência.
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