segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Capitulo 8


O FUTURO

Papert salienta, no capítulo 8, algo que é extremamente importante relativamente ao avanço progressivo da tecnologia no mundo das crianças, pois "(...) enquanto o computador vai invadindo o universo infantil, a nossa preocupação deve dirigir-se no sentido de assegurar que, aquilo que há de bom na actividade de brincar, seja, pelo menos, preservado (e desejavelmente potenciado), à medida que o conceito de «brinquedo» inevitavelmente se altera" (pág. 249). De facto, o computador traz maravilhas e níveis de fantasia impresionantes para o mundo das crianças, mas não nos podemos esquecer, com este avanço todo da tecnologia, dos brinquedos tradicionais e de preservar sempre a actividade de brincar.
Além dos brinquedos tradicionais as crianças têm agora acesso, também, aos brinquedos digitais, brinquedos no computador formados por bits.

As crianças deveriam usar os computadores como componentes de jogos de construção:

- porque OFERECEM a possibilidade de construir modelos dotados de funções que se enquadram nos nossos aparelhos domésticos. Desta forma, esses objectos tornam-se conceptualmente transparentes e o conceito de programação é desmistificado.
- porque os jogos de construção SUSCITAM uma compreensão profunda e pessoal dos princípios fisiológicos, físicos e psicológicos.
- porque PROMOVEM uma ruptura com a ideia de que o computador é algo separado do mundo real constituído pelas coisas físicas.

Papert está convencido não apenas de que deveria haver uma alteração de prioridades, mas também, de que essa mudança surgirá inevitavelmente.
"(...)o reconhecimento das palavras que surgem no ecrã pode tornar-se um passo decisivo para uma busca interactiva e ser utilizado para controlar um processo que conduzirá a um fim desejado(...)"

Última Aula do Semestre

E está mesmo quase a acabar o semestre... Pelo menos hoje tivemos a ultima aula de Tecnologias. Não sei se entrarmos de férias será bom ou mau, bom é pelo descanso, mas haverá mesmo um descanso nestas férias? Com tantos trabalhos e com tanto para estudar? É o que veremos. O importante é manter a calma pois acredito que todos os nosso esforços no final serão recompensados.

Nesta aula continuámos a realização do trabalho no wordpress, colocando os conteúdos que são necessários e desenvolvendo tudo aquilo que colocámos como objectivos do trabalho no guião de autor. Avançamos um pouco com o trabalho, e descobrimos mais alguns das muitas ferramentas que temos para modificar no wordpress. Admito que este era um tipo de blog's que desconhecia e pelo qual estou a ganhar uma grande admiração.

Agora o essencial é continuar a trabalhar neste projecto, tentando realizá-lo da melhor forma possível para que resultados positivos surjam no final.

Espero que tenham todos umas boas férias e as aproveitem ao máximo se conseguirem. Um Bom natal e Ano Novo!

Já agora visitem!! :D

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Conferência: e-learning e as Comunidades: no digital mas mais além


A professora Joana Viana na segunda feira na aula de tecnologias falou-nos de uma conferência que ia ser realizada dia 13 de Dezembro (hoje) sobre e-learning e aconselhou-nos a irmos dado que este é um tema abordado nas aulas. Como tal,decidi seguir o seu conselho e inscrevi-me para assistir à conferência. Esta foi proferida pelo Professor Doutor João Paiva, da Universidade do Porto, tendo sido realizada no âmbito das actividades da disciplina de Ambientes Virtuais de Aprendizagem do mestrado em Tecnologias Educativas.

Nesta o professor João Paiva abordou o tema de e-learning dando-lhe muito prestigio mas não deixando de afirmar que o que tem importância nesta palavra é o "learning" pois é a forma como se ensina que deve ser tida em conta no processo de aprendizagem. Hoje em dia esta é uma forma de aprendizagem e à qual se dá imenso valor mas que como tudo, ninguém garante não cairá no desuso e no esquecimento levando à critica por parte de muitas pessoas. Ao invés, há quem concorde que este tipo de ensino virá substituir todo o processo que até hoje tem vindo a ser utilizado nas escolas. Na minha opinião, não há quem substitue o contacto humano e a aprendizagem directa entre as pessoas como sendo a melhor forma de adquirir conhecimentos e de tirar duvidas sobre os mesmos. Porém, este tipo de ensino não significa que tenha de ser abordado sem qualquer auxilio das tecnologias... Muito pelo contrário: é com estas que se pode aperfeiçoar os métodos utilizados para a sua concretização.
Estas tecnologias são sempre um bom auxilio se forem bem utilizadas, pois o professor é um construtor de conhecimentos, e é sempre importante que esses conhecimentos sejam bem transmitidos para os alunos. Ainda há muitos professores que têm receio de virem a ser substituidos por estas maquinas e têm medo de as utilizar, mas há que ser criativo e criar novas formas de se complementar.

Outro aspecto que referiu foi da existência de comunidades. As comunidades sempre existiram e são algo imprescindível para o ser humano, visto que é através do contacto com outras pessoas que crescemos e que vivemos. Mas hoje essas comunidades já podem ser criadas não só por pessoas que estejam diariamente presentes fisicamente. Estas podem ser criadas por via digital derrubando barreiras e dificuldades a quem as tenha no contacto humano.
Comunidades digitais permitem alguma expansão nos domínios afectivos e facilita a forma de comunicação entre os indivíduos, que poderia construir barreiras se fosse abordada directamente.

O que mais me chamou à atenção foi a sua apresentação das várias dicotomias existentes no ensino. Visto que o tempo que tinha para falar não era muito, acabou por apenas mostrar algumas, mas penso que a mensagem que pretendia transmitir foi muito clara. Digamos que fez uma breve abordagem às diferenças no ensino de antigamente com o actualmente, em relação aos professores e aos alunos, à sua relação, à liberdade que cada um tem, à diferença nos métodos de ensino, entre outros, que nos levam a pensar que a melhor forma acaba por não ser nem uma nem outra mas sim um equilíbrio entre ambas tirando o melhor de cada uma para que sejam complementares.


Para finalizar, gostaria apenas de dizer que esta conferência foi muito instrutiva para mim, não só pelo tema abordado mas também ao nível do conhecimento que foi muito mais enriquecido.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Capitulo 7



As três forças de mudança:
Primeira: A grande Indústria de informática - tem um grande interesse em dotar as escolas de computadores, independentemente do modo como eles venham a ser utilizados.
Segunda: A revolução na aprendizagem - até há relativamente pouco tempo os jovens aprendiam os conhecimentos profissionais que iriam ser usar durante o resto da sua vida. Este esquema funcionava bem enquanto o ritmo de mudança era lento e as pessoas se encontravam no fim da sua vida, a fazer algo muito parecido com o que faziam no inicio.
Terceira: O poder das crianças - esta é a força mais poderosa e começa a instalar-se em nossas casas, como? Todas as crianças que têm em sua casa um computador e uma forte cultura e aprendizagem são agentes de mudança na escola (mesmo que isso não seja assumido de forma consciente).

Para além da educação que recebem em casa, os pais devem acompanhar a educação escolar dos filhos de forma a evitar que haja um conflito de ideias levando a que o jovem fique no meio de um conflito entre a casa e a escola.

Ainda é tratado neste capitulo a escola como um organismo vivo na forma como ela tenta combater ou controlar qualquer objecto estranho que tente passar para dentro das suas fronteiras, e como tal é referido que ao tentar controlar o computador e a sua utilização vai esquecer o seu lado inovador e vai transformá-lo num objecto presente nas suas práticas conservadoras. Mas este será apenas utilizado de forma a chamar a atenção de quem o habita levando a um futuro esquecimento da sua existência e do seu importante uso prático.
Porém existem ainda professores que não querem a presença dos computadores no processo educativo. Mas estes irão fornecer um clima de aprendizagem, onde o professor não precisa de esconder a sua ignorância por detrás da carapaça da sabedoria mas pode ultrapassar as suas dificuldades em conjunto com os alunos. Tanto o professor como o aluno vão se sentir mais à vontade para aprender coisas novas, sem terem medo de serem descobertas as suas dificuldades.

Cpitulo 6

Este capítulo aborda o tema da fluência tecnológica que engloba a aquisição de várias competências a nível tecnológico e também a forma como se utiliza na prática as tecnologias, porque existe uma distância entre o saber e a prática. Neste capítulo são referidas soluções para que toda a família possa desenvolver a sua fluência tecnológica.

Para Papert os melhores projectos são aqueles que não têm um objectivo final. Na escolha de um bom projecto familiar existem três princípios orientadores, assim os projectos devem:
- suscitar uma atitude de ampliação, desenvolvendo capacidades próprias da competência tecnológica;
- ser uma fonte aplicável de igual forma por crianças (sem que isso signifique que um projecto familiar seja encarado como uma actividade para crianças);
- ter as suas raízes na cultura das crianças, desta forma deve-se trabalhar com elas a partir da sua compreensão, tentando encontrar um modo de a tornar mais rica.

O Microworld é um programa aberto, na medida em que para que este se tranforme num processador de texto ou numa ferramenta de desenho as instruções não são complicadas, basta por exemplo um simples clique num ícone que representa um pincel e surgirá a ferramenta que permitirá desenhar.
O MicroWorls abriu novos horizontes de criatividade expressiva porque "as mesmas frases que parecem tão monótonas quando escritas" adquiriram nova vida quando foram projectadas no ecrã.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Capitulo 5


A tecnologia existe e deve ser para todos, não apenas para os mais novos mas também para os mais velhos que só têm a ganhar com a sua utilização. Aliás, devem em conjunto com as crianças descobrir os segredos que um computador guarda.

O computador não deve ser visto como uma causa de desunião. Os pais deveriam tentar encontrar interesses comuns ou projectos que possam ser realizados em conjunto com os seus filhos. O entusiasmo que as crianças manifestam perante os computadores pode ser utilizado como base para fomentar a cultura familiar da aprendizagem.

As experiências de aprendizagem computacional são uma boa forma para a família se tornar mais consciente da sua cultura de aprendizagem. À medida que ela fica mais clara e auto-consciente, surgirá um novo entendimento de aprendizagem em geral, levando possivelmente a família à realização de actividades com o computador resolvendo, assim, a desunião que muitos consideram que o computador trás às famílias de hoje em dia.

Muitos avós queixam-se de não passarem o tempo suficiente com os seus netos, por outro lado existem aqueles que passam muito tempo e acabam por não saber como ocupar certos momentos. O que o computador lhe pode dar depende do esforço que está pronto a fazer. Uma das forma de aproveitar esse tempo poderá mesmo ser através da tecnologia utilizada pelas crianças, mostrando interesse pelo que estas fazem. Neste caso a criança transforma-se no professor dos avós que à medida que se começam a interessar pelo trabalho das crianças estas automaticamente sentem necessidade de explicar tudo e de mostrar as suas aprendizagens, ensinando, assim, ao avós como o fazem. Esta aprendizagem pode começar a despertar interesse por parte dos mais idosos podendo levar a que posteriormente tentem trabalhar com as tecnologias sozinhos e descobri-las também por si.

Uma boa aprendizagem pode ser mediada por computador sem ser necessário a existência de programas com a etiqueta de «educativo» ou para «fins educativos».

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Wordpress

Finalmente vamos começar a parte prática do nosso trabalho sobre os Weblog's em Educação. Esta consiste em criar um weblog com todo o nosso trabalho e afins.
Hoje criámos o blog e começámos a modificá-lo. Queriamos colocar o primeiro post mas ainda nao tivemos o relatório corrigido e como tal acabámos por nao colocar nada... Quer dizer, colocámos uma imagem muito engraçada relacionada com a educação pelos weblogs.

Weblogs Em Educação

Este é o endereço do nosso wordpress.. Quem estiver interessado visite, embora ainda nao tenha lá nada xD

Web 2.0

Web 2.0 é um termo cunhado em 2003 pela empresa estadunidense O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, como wikis, aplicações baseadas em folksonomia e redes sociais. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à actualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por utilizadores.

Alguns especialistas em tecnologia, como Tim Berners-Lee, o inventor da World Wide Web, alegam que o termo carece de sentido pois a Web 2.0 utiliza muitos componentes tecnológicos criados antes mesmo do surgimento da Web. Alguns críticos do termo afirmam também que este é apenas uma jogada de marketing (buzzword).
Em Abril de 2000 houve uma grande crise no mercado da Internet, com a quebra de várias empresas (estouro da bolha). Apesar disso, nos anos seguintes, a Internet tornou-se cada vez mais importante do ponto de vista económico e mediático.

O termo Web 2.0 foi usado pela primeira vez em Outubro de 2004 pela O'Reilly Media e pela MediaLive International como nome de uma série de conferências sobre o tema, popularizando-se rapidamente a partir de então. Tratou-se de uma constatação de que as empresas que se conseguiram manter através da crise da Internet possuíam características comuns entre si, o que criou uma série de conceitos agrupados que formam o que chamamos Web 2.0.

"Web 2.0 é a mudança para uma Internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva" (Tim O'Reilly).

O'Reilly sugere algumas regras que ajudam a definir sucintamente a Web 2.0:

O beta perpétuo - não trate o software como um artefacto, mas como um processo de comprometimento com seus usuários.
Pequenas peças frouxamente unidas - abra seus dados e serviços para que sejam reutilizados por outros. Reutilize dados e serviços de outros sempre que possível.
Software acima do nível de um único dispositivo - não pense em aplicativos que estão no cliente ou servidor, mas desenvolva aplicativos que estão no espaço entre eles.
Lei da Conservação de Lucros, de Clayton Christensen - lembre-se de que em um ambiente de rede, APIs abertas e protocolos padrões vencem, mas isso não significa que a ideia de vantagem competitiva vá embora.
Dados são o novo “Intel inside” - a mais importante entre as futuras fontes de fechamento e vantagem competitiva serão os dados, seja através do aumento do retorno sobre dados gerados pelo usuário, sendo dono de um nome ou através de formatos de arquivo proprietários.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Capitulo 4

Neste capitulo o autor fala-nos sobre valores que devem ser ensinados, dando importância a quatro: honestidade e engano; respeito; materialismo; e, relacionamento na Internet.

A honestidade e engano está relacionado com o método de aprendizagem e aquilo que realmente tem significado para as pessoas de ser adquirido, pois por vezes aquilo que é ensinado nem sempre é aquilo que se pretende. "A principal relação entre o computador e o desenvolvimento moral assente na capacidade que o computador tem de fornecer um contexto, no qual o conhecimento é visto como tendo um desígnio e um significado compreensíveis anulando assim a necessidade de se mentir." É mais fácil adquirir diversas aprendizagens pelos computadores pois este fornece um contexto em que é compreensível para todos de maneira a que a necessidade de se explicar a sua finalidade e de se mentir não está aqui posta em causa. Porém é preciso ver que esta aprendizagem necessita sempre de um acompanhamento por uma pessoa com mais conhecimentos.

No segundo tópico o autor fala do respeito na aprendizagem em que refere que nao devemos privar as crianças de aprenderem determinadas coisas sozinhas. É sempre importante que elas vivam a sua vida consoante as suas aprendizagens, mas como é óbvio nunca deixar que tudo seja apreendido sozinho, pois há coisas que elas devem saber pela experiência de outros. Porém ” …sempre que ensinamos algo estamos a privar a criança do prazer e do beneficio da descoberta.” .

Relacionado com o materialismo pretende-se que todos tenham a possibilidade de ter um computador de forma a que desenvolvam capacidades dentro desta vertente tecnológica.

Quanto ao relacionamento na Internet é importante alertarmos sempre as crianças dos perigos que se encontram na Internet, visto que este é um tipo de tecnologia que está ao alcance de todos levando a que eles estejam facilmente contactáveis com qualquer pessoa.

Assim, em forma de conclusão deste capitulo, penso que posso referir que os computadores, e mais especificamente a Internet é uma tecnologia bastante importante hoje em dia na vida de cada um, na forma como se pode aprender, na forma como é acessível a todos, na forma como esta maioritariamente nos fornece a informação que necessitamos e também, apesar dos perigos, ser uma forma fácil de contactar com quem quer que seja.

Capitulo 3

Neste capitulo o autor foca muito a aprendizagem através dos computadores especialmente por parte das crianças. Não é só a aprendizagem que é feita na escola pelos professores que pode ser aproveitada para a formação das crianças, mas também os desafios que os computadores e a Internet colocam às crianças é também uma forma importante de aprendizagem. Assim, as crianças devem explorar ao máximo aquilo que os computadores têm a oferecer. Porém, por vezes os pais têm uma concepção errada em relação aquilo que os jogos de computador podem oferecer aos seus filhos. Para eles basta ter uma configuração apelativa e uma informação que pareça adequada a aprendizagem que já é o suficiente para chamar a atenção dos filhos, mantendo-os ocupados e ao mesmo tempo a aprender. Mas nem sempre esses jogos são Tao fiáveis como se pensa. E como tal, o autor dá a ideia de que devem ser as próprias crianças a construir o jogo pois assim ele aprende muito mais do que simplesmente o seu conteúdo.
Outro dos aspectos que o autor também refere, ainda ligado à aprendizagem das crianças pelos computadores, é que a Internet é um hipermundo e a programação um micromundo, e como tal temos de permitir que as crianças explorem esse mundo de forma a tomarem os devidos conhecimentos, nao só para a sua propria formação, mas também pelo facto de este ser um meio que cada vez mais é essencial para o ser humano.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

e-Learning

Esta semana o tema mais falado nas aulas de Tecnologias educativas foi o e-Learning. Isto porque esta foi a semana em que houve uma conferência em Lisboa nos dias 15 e 16 de Outubro sobre a importância do mesmo. Como tal, decidi falar um pouco sobre o significado da palavra e também sobre em que consistiu esta conferência.


e-Learning - O termo e-Learning é fruto de uma combinação ocorrida entre o ensino com auxílio da tecnologia e a educação à distância. Ambas modalidades convergiram para a educação on-line e para o treinamento baseado em Web, que ao final resultou no e-Learning.

A sua chegada adicionou novos significados para o treinamento e fez explodir as possibilidades para difusão do conhecimento e da informação para os estudantes e, num compasso acelerado, abriu um novo mundo para a distribuição e a partilha de conhecimento, tornando-se também uma forma de democratizar o saber para as camadas da população com acesso às novas tecnologias, propiciando a estas que o conhecimento esteja disponível a qualquer tempo e hora e em qualquer lugar.

A fim de apoiar o processo, foram desenvolvidos os LMS’s (Learning Management System), sistemas de gestão de ensino e aprendizagem na web. Softwares projectados para actuarem como salas de aula virtuais, gerando várias possibilidades de interacções entre os seus participantes. Com o desenvolvimento da tecnologia na web, os processos de interacção em tempo real passaram a ser uma realidade, permitindo com que o aluno tenha contacto com o conhecimento, com o professor e com outros alunos, por meio de uma sala de aula virtual.

A interactividade disponibilizada pelas redes de Internet, intranet, e pelos ambientes de gestão, onde se situa o e-learning, segundo a corrente sócio-interaccionista, passa a ser encarada como um meio de comunicação entre aprendizes, orientadores e estes com o meio. Partindo dessa premissa, é capaz de proporcionar interacção nos seguintes níveis:

- Aprendiz/Orientador;
- Aprendiz/Conteúdo;
- Aprendiz/Aprendiz;
- Aprendiz/Ambiente.




Na conferência desta semana foram abordados três temas gerais, tendo cada um uma variedade de aspectos. Estes temas foram : Tema 1 - Coesão Digital e Social; Tema 2 - Requalificação na Sociedade do Conhecimento;e, Tema 3 - O Valor do E-Learning.

No Tema 1, os aspectos que foram abordados consistem nos seguintes:
- Território, sustentabilidade e tecnologia - em que se pretende generalizar os acessos às tecnologias e uma cobertura total e de alto débito permitindo a todos os actores do território a possibilidade de aceder a essas tecnologias;
- Governo electrónico inclusivo - é importante referir que hoje em dia a utilização desta tecnologia por parte do poder público é enorme e, como tal, é assim necessário saber aquilo que a população procura com maior frequência e o que consideram de maior importância para uma melhor compreensão dos governos para com os cidadãos;
- A nova literacia digital - visto que esta geração tecnológica tende cada vez mais a globalizar-se é necessário que se assegure o domínio do alfabeto digital. Assim, surge o problema de se enquadrar a importância das competências da era digital para assegurar a construção de uma sociedade inclusiva;
- Necessidades dos activos seniores e dos idosos - como referi no ponto anterior, sendo que a Internet tende a globalizar-se, esta não acontece apenas para as camadas jovens, mas também deveria acontecer para os idosos pois estes devem manter-se activos e predispostos a aprender como forma de realização pessoal e de preservar a sua saúde. O mesmo acontece para os activos séniores que se devem integrar nesta de forma a continuarem a responder as necessidades que o seu trabalho exige;
- O desafio da próxima geração - neste item o que se pretendeu focar essencialmente foi a necessidade de as camadas jovens desde cedo se integrarem nesta tecnologia de forma a conseguirem confrontar os problemas que adquirem ao terminar a escola, visto que hoje cada vez mais tarde os jovens entram no mercado de trabalho e se vêm confrontados com este muito instável.
- Acessibilidade e usabilidade - Preocupações com a forma de acesso e com a ergonomia dos sistemas, segundo modelos heurísticos.

No Tema 2 os aspectos que foram abordados consistem nos seguintes:
- Requalificação na Sociedade do Conhecimento - necessidade de obrigar não só a que os profissionais da aprendizagem adquiram e actualizem as suas competências que lhes permitam assegurar o desenvolvimento de experiências de aprendizagem de qualidade mas também os lideres. Todos os actores envolvidos neste processo de permanente requalificação necessitam de rever o seu perfil de competências;
- Motivar para aprender - se não existir motivação a aprendizagem não acontecerá. Quer se trate de crianças, jovens ou adultos, a diversidade de solicitações é grande e cada individuo é um caso levando a que cada um tenha de receber diferentes atenções de outros;
- Aprendizagem informal - esta aprendizagem é importante em todas as fases da vida e, como tal, é bom que as infra-estruturas tecnológicas, sociais e de software possam contribuir para este contínuo aprender.
- A aprendizagem orientada para o desempenho - enquadra a problemática da aprendizagem centrada nas necessidades específicas do negócio, aumentando a visibilidade e a importância estratégica dos sistemas que suportam a aprendizagem na organização;
- Formação de e-Tutores e Formadores - este maior utilização implica que os actores envolvidos na área da educação e formação tenham as competências necessárias para ensinar;
- Comunidades de prática e de aprendizagem - poderão desenvolver-se e criar espaços de construção de conhecimento se encontrarem ambientes favoráveis, não só no domínio da rede social de suporte, mas também pela utilização de tecnologias simples, ergonómicas e de baixo custo;
- ePortfolio - o ePortfolio surge como um instrumento que contribui para melhorar os desempenhos dos seus utilizadores.

No Tema 3 os aspectos que foram abordados consistem nos seguintes:
- O Valor do e-Learning - as tecnologias de informação assumem um papel único no suporte ao desenvolvimento do principal activo das organizações – as pessoas;
- Tecnologias para a partilha de conhecimento e aprendizagem - a evolução e a convergência tecnológicas, especialmente o desenvolvimento da Banda Larga, estão a fazer eclodir novos serviços, novas plataformas, novas tecnologias e novas formas de as utilizar para fins educativos;
- Qualidade no eLearning - O processo deve centrar-se nas pessoas, suportado por tecnologia inovadora, e focado na sua eficácia e exequibilidade rumo ao crescimento sustentado das designadas Learning Organizations. A aposta em soluções de qualidade revela-se fundamental para garantir a eficácia do eLearning em contexto organizacional;
- Open standards e interoperabilidade - a evolução tecnológica em cenários distribuídos e abertos tem permitido uma aposta crescente em soluções “open source” para ambientes de eLearning surgindo novas aplicações no sistema com funcionalidades avançadas provocando que tendem a aproveitar características de interoperabilidade entre arquitecturas e serviços telemáticos;
- Assessment e avaliação do eLearning - Embora a sua aplicação se encontre ainda numa fase incipiente a nível nacional e europeu, tudo indica que o futuro exigirá a adopção de metodologias de assessment individuais e em grupo, suportadas por ePortfolios e pela avaliação da formação e da sua eficácia;
- Instructional design - preocupação com a análise das necessidades e objectivos da aprendizagem e do desenvolvimento sistemático da instrução de modo a assegurar a qualidade da aquisição de conhecimento;
- Como atingir a excelência no eLearning? - A identificação dos resultados do eLearning e a sua medição e a sua posterior análise comparativa com outros projectos em organizações do mesmo sector é fundamental para monitorizar o funcionamento destes dispositivos.


Lamento não ter podido participar nesta conferencia mas vi algumas das apresentações pela Internet e pareceu-me ter sido bastante interessante. Fica aqui a minha opinião e aquilo que foi tratado (por alto) nesta conferencia sobre o e-Learning.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Reflexão crítica do 2º Capítulo

No segundo capítulo do livro "Família em Rede" o autor começa por referir as diferenças entre as pessoas que louvam os meios tecnológicos e aqueles que a criticam colocando em causa os terríveis problemas que esta poderá trazer. Porém, o autor não toma nenhum partido destas duas teorias e trata este capítulo em torno da forma como esta pode ser útil na aprendizagem dos mais jovens. Assim, refere que os computadores podem trazer novas ideias as pessoas, e por vezes ajuda-las a compreender algo que até hoje não eram capazes de entender. Para isso torna-se cada vez mais importante o uso dos computadores como integrante no processo de aprendizagens nas escolas, pois cada vez mais é necessária a compreensão desta máquina para uma boa integração na sociedade. Digamos que o autor tem razão quando diz que o currículo que se aplica hoje em dia é um currículo que tem existido desde os tempos da pré-tecnologia, logo, sendo que hoje temos a possibilidade de usar esses meios porque não aplicá-los como auxiliares da educação?
Porém não basta apenas saber mexer nos computadores ou ter conhecimento nessa área, é necessário que se tenha fluência. Isto quer dizer que é apenas com prática e com força de vontade para trabalhar com a mesma e explorá-la a seu próprio gosto que se consegue ter mais ou menos experiência nesta tecnologia. Conhecer bem todos os programas e termos conhecimento sobre todas as formas de organização e funcionamento do sistema não basta, é necessário saber enfrentar e explorar os novos problemas e obstáculos que aparecem ao seu funcionamento.

Penso que tenho de concordar com o que o autor refere neste capitulo. É necessário o conhecimento do manuseamento desta tecnologia porém não será tão obrigatório ter o total conhecimento da mesma. Digamos que hoje em dia é importante saber-se mexer num computador não só para próprio uso mas também para referência num emprego pois quase todos os empregos se baseiam no uso das tecnologias e quem tem mais fluência na mesma é quem tem mais poder sobre elas.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Reflexão Critica do 1º Capitulo do Livro

No primeiro capitulo o autor trata a forma como as tecnologias, principalmente a internet, têm vindo a ser uma nova forma de distracção e de aquisição de informação com uma maior facilidade. Esta nova tecnologia tem vindo a ser muito utilizada pelas crianças que facilmente a descobrem e exploram. Na verdade parece que eles já nascem ensinados pois conseguem fazer com que muitos adultos se sintam entimidados perante tanta destreza. Os computadores ao serem o meio mais utilizados por esta nova geração deixa de parte as gerações mais velhas que por vezes se sente incapacitado para as utilizar. Porém, esta nem sempre se dá ao esforço de aprender um pouco mais sobre a mesma de forma a utilizá-la com maior regularidade pois hoje é sempre importante ter alguns conhecimentos nesta área.
O que o autor receia é que esta obsessão que as crianças têm pelas tecnologias pode afectar a sua aprendizagem interpessoal. Muitas delas preferem passar o seu tempo em frente à televisão a ver bonecos do que brincar com outras crianças. E o mesmo acontece às aprendizagens propriamente ditas, em que muitas vezes aprendem a fazer as coisas sozinhos sem o apoio de outros. O exemplo que o autor dá é o de eles colocarem um video e o visualizarem sem qualquer problema, ou mesmo programar um programa na televisão, etc. Até que ponto é que as relações interpessoais poderam ser afectadas por esta vaga de tecnologias?
O autor ainda refere um aspecto que para mim me pareceu muito verdadeiro, que é o facto desta tecnologia ter vindo a afastar cada vez mais os membros da familia. Penso que hoje em dia as pessoas passam muito tempo em frente aos computadores comunicando com outros através deles em vez de sairem um pouco e socializarem verdadeiramente com pessoas mais proximas. O problema é quando há algum membro dessa mesma familia que não sabe como se usa essa ferramenta e fica um bocado excluido por não poder partilhar do mesmo. Penso que é um factor a ter em conta dado que isto pode afectar o relacionamento e a comunicação entre as familias fazendo com que a mesma se possa vir a desmorenar. E mais uma vez, até que ponto é que as tecnologias nao afectaram a relação entre familias, dado que esta é algo que maioritariamente ocupa o tempo individual de cada um?

Novo ano

Como dá para ver este é o meu primeiro post deste ano. Digo deste ano porque este blog foi criado para a disciplina de Tecnologias Educativas II do curso de Ciências da Educação, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação. Como tal o objectivo deste blog é o de apresentar um resumo do que fazemos nas aulas durante a semana, e o mais importante colocar uma reflexão critica sobre o livro "Família em Rede" de Seymor Papert.
Visto que não coloquei nenhum post com a informação referente a cada uma das semanas que já passaram (4) vou fazer um breve resumo do que já foi falado e do que iremos fazer ao longo do ano.

O principal objectivo e através do qual seremos avaliados, será um trabalho de grupo em que escolhemos uma ferramenta da Internet que de algum modo possa ser utilizado como apoio educativo. Sendo o meu grupo contituido por 4 elementos (Isaura, Alexandra, Francisco e como é obvio eu!)o nosso tema são os Weblogs. Vou colocar uma breve definição de weblogs.

WEBLOGS : Um weblog, blog ou blogue é uma página da Web cujas actualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo género de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.
O weblog conta com algumas ferramentas para classificar informações técnicas a seu respeito, todas elas são disponibilizadas na Internet por servidores e/ou usuários comuns. As ferramentas abrangem: registro de informações relativas a um site ou domínio da Internet quanto ao número de acessos, páginas visitadas, tempo gasto, de qual site ou página o visitante veio, para onde vai do site ou página actual e uma série de outras informações.
Os sistemas de criação e edição de blogs são muito atractivos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los.


A partir de agora espero começar a colocar posts com mais frequência.

Até ao próximo!